É hora de dar tchau: minha semana em Bangkok.

Estou de volta a Alemanha depois de mais uma viagem maravilhosa á Bangkok. Eu estou apaixonada com a Tailândia, mas principalmente com o povo Tailandês, as pessoas são extremamente generosas e amorosas. Comparado com a Europa, a maioria da população vive em pobreza extrema, mas estão sempre dispostas a ajudar e sempre com um sorriso a oferecer. Me lembra muito do povo brasileiro, talvez seja por isso que eu me identifique tanto. Por isso ter a oportunidade de vir a Tailândia para fazer o que eu mais amo, é algo que vai ficar comigo para o resto da vida.

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Nosso ensaio geral na sexta feira foi aberto para 1.666 crianças das redondezas de Bangkok. Essas crianças vivem em pobreza extrema, muitas tem deficiências físicas e mentais, e algumas viajaram quase 100km para assistir o nosso ensaio de Quebra Nozes. Elas nunca tiveram a chance de ir a um teatro assistir ballet, e provavelmente não voltarão a tê-la, então foi um dia especial para elas e para nós. O cenário de Quebra Nozes é uma aldeia no inverno e em um certo momento neva no palco. Essa foi a única vez que estas crianças verão neve na vida. Elas amaram o show, e nós amamos trazer um pouquinho de mágica para a vida delas!

E finalmente chega sábado: a primeira apresentação e o dia de conhecer a Princesa da Tailândia: Princesa Maha Chakri Sirindhorn. Na Tailândia todos os dias da semana têm uma cor diferente como símbolo: rosa para a terça, verde para quarta e assim vai… A Princesa Maha Chakri nasceu em um sábado, o que significa que sua cor de nascimento é o roxo. Por isso o Teatro foi decorado com flores e bandeiras roxas para aguardar sua chegada. Tomara que ela goste de roxo, já que tem que ver roxo por todos os lugares… E então começou o procedimento: A princesa chega depois que todos estão sentados, e assim que ela se senta o show começa não importa se ela está atrasada ou adiantada, o hino da Tailândia é cantado por todos presentes e as cortinas se abrem. No fim da apresentação recebemos flores de um de seus empregados no palco, o hino da Tailândia é cantado novamente, e ela se vai, antes que todos se sentem e a cortina se feche. A performance foi muito bem recebida por todos, e como sempre para nós, muito divertido. E dançar para a princesa, mesmo que de longe é uma honra!

Só faltava mais uma performance, mas como a Lei de Murphy nos promete que “O que pode dar errado vai dar errado” alguns bailarinos, entre eles euzinha, desenvolveram infecção estomacal durante a noite. Não preciso nem dizer que passar a noite no chão do banheiro não é a melhor forma de se preparar para uma apresentação. Ainda não sabemos o motivo, tenho certeza que não foi a comida, porque três pessoas acordaram doente e no fim do dia, mais ou menos dez estavam se sentindo mal, mais provável que tenha sido uma virose, mas como o show tem que continuar, depois de vários gaytorades, uma injeção de Buscopan e um sorinho básico eu estava pronta para entrar ao palco de novo. Eu não dancei tudo, uma amiga que estava dançando pouco devido a uma lesão, dividiu os grupos comigo e mais uma vez o espetáculo foi um sucesso, e até que divertido, num estilo meio zumbi de diversão. Era hora de dar tchau e voltar para a Alemanha.

Essa semana foi ótima especialmente porquê tivemos um excelente time tailandês, desde as guias, a tia da cantina, as crianças que fizeram parte do espetáculo e os técnicos do Teatro, todos foram muito generosos e cuidaram de nós como se fôssemos família. Então, Obrigado Tailândia, voltarei em breve!

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