A magia de La Sylphide.

A primeira estreia da temporada será o balé de Repertorio La Sylphide por Peter Schaufuss.

La Sylphide é um balé romântico de dois atos, e é conhecido como um dos balés mais antigos do mundo. A primeira versão estreiou em Março de 1832, na Ópera de Paris. Foi coreografado por Filippo Taglioni com música por Jean-Madeleine Schneitzhoeffer. Conta a lenda que Taglioni coreografou o balé para demonstrar o talento de sua filha, Marie, e foi a primeira vez na história que dançar nas pontas tinha uma certa estética e não era somente um truque para impressionar a plateia. De fato, Marie desenvolveu um trabalho de ponta tão bom, que para exibi-lo, encurtou a saia do figurino, o que gerou um leve escândalo na época. A coreografia original de Taglioni foi perdida com o passar dos anos.

Mas por sorte, em 1836, em Copenhagen, August Bournonville estreiou sua própria versão inspirada no libreto original mas com musica por Herman Severin Løvenskiold. Aparentemente, Bournoville pretendia trazer o balé original para o Royal Danish Ballet mas se recusou a pagar os preços altíssimos que a Ópera de Paris estava cobrando pelas partituras originais, obrigando Bournoville a criar sua versão com um compositor diferente. Essa versão tem sido dançada em sua forma original pelo Royal Danish Ballet desde sua criação, e é uma das obras mais conhecidas de Bournoville.

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Stage RRehearsal / Ensaio de palco.

A nossa versão de La Sylphide foi coreografada pelo bailarino dinamarquês Peter Schaufuss. Schaufuss estudou na escola real dinamarquesa e depois de trabalhar com o Danish Royal Ballet, foi convidado para ser primeiro bailarino da London Festival Ballet, hoje conhecida com English National Ballet, onde ele estreiou sua primeira versão de La Sylphide em 1979. Schaufuss fez uma carreira brilhante como bailarino, coreografo e diretor, e pelas próximas três semanas temos a honra de trabalhar com ele e seu filho Luke Schaufuss em La Sylphide.

O balé conta a história de um jovem escocês, James, que na manhã do seu casamento, se apaixona pela visão de uma sylph (uma fada mitológica). Uma bruxa aparece e prevê que ele trairá sua noiva. Mas mesmo que encantado pela sylph, James discorda e a expulsa da casa. Tudo parece bem quando o casamento começa, mas quando James coloca o anel de noivado nos dedos da noiva, a sylph aparece para roubá-lo. James abandona seu próprio casamento e segue a sylph pela floresta aonde ele encontra a bruxa mais uma vez. A bruxa lhe oferece um chale encantado. Ela diz que o chale vai cegar as asas da sylph, fazendo assim com que ela possa ser tocada. James aceita a chale e o coloca nos ombros da sylph. a magica do chale faz com que as asas da sylph caiam e ela morre. James fica sozinho, e ainda vê sua noiva casando com o seu melhor amigo.

Para ter um gostinho do balé, assista a esse video com Peter Schaufuss e Carla Fracci em 1987. Fun fact, durante as filmagens Carla Fracci era uma jovem senhora de 51 anos 🙂 Divirtam-se!

By Life Between Lines.

 

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