A realidade sobre o banco de reserva.

“Meu corpo podia suportar as muletas, mas a minha mente nunca pôde suportar o banco de reserva”

Michael Jordan

Eu tenho ensaiado esse texto por algumas semanas, como é um texto muito pessoal, eu tive dificuldade de decidir se postava ou não, e por isso não consegui escrever mais nada há algum tempo, mas acho que chegou a hora de um leve desabafo.

O meu trabalho é extremamente difícil, assim como qualquer outro esporte, é muito competitivo e injusto ao extremo. Ás vezes, ou melhor, muitas vezes, trabalho duro não é suficiente. Além de esforço e determinação, é necessário talento físico e natural (o vulgar talento de nascença que não se adquire ou compra em lugar nenhum!) e em muitas ocasiões, sorte, muita sorte!

Por razões fora do meu controle, essa temporada tem sido muito difícil, até agora. Eu não recebi tantas chances quanto eu desejava e tenho uma lesão que insiste em ser minha companheira, melhor amiga de infância. Eu tenho achado bem difícil encontrar a motivação necessária para fazer um bom trabalho.

Como bailarina profissional, eu tenho muita sorte de fazer da minha paixão o meu sustento, mas trabalhar com tanta paixão significa que na maioria das vezes eu não consigo separar o trabalho da minha vida pessoal, a linha é muito tênue, e todos os prolemas profissionais se tornam extremamente pessoais. Como dizia Ayrton Senna: “No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem-feita ou não faz.” Mas quando se dá tudo de si, esperamos resultados, o problema começa quando os resultados não chegam, e a motivação e o foco começam a se esgotar.

Esse blog é uma maneira de dividir um pouquinho da minha vida profissional, e infelizmente, balé não é só tutus e maquiagem, a frustração é uma grande parte da carreira. Bailarinos são atletas com alma de artista, ou seja, temos que ser tão fortes mentalmente quanto fisicamente. `Ás vezes o corpo nos deixa na mão, outras, a alma. Eu por exemplo, tenho muita dificuldade com o tal “banco de reserva”. Odeio ficar sem dançar, tanto por motivo de lesão quanto por falta de chances, porém ambas as situações estão for do meu alcance, faz parte da minha carreira, só me resta aceitar e superar.

quando-penso-que-cheguei

Para falar a verdade nem sei dizer o que está me deixando na mão no momento: corpo ou alma, mas eu decidi usar cada pingo de determinação que me resta e transformar em trabalho. Se meu pé não está bem, vou trabalhar o resto do corpo para ser mais forte que nunca, e vou me rodear de amigos e energia positiva.

2017 que me aguarde!

By Life Between Lines.

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